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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O briefing de cada um  

Uma coisa boa de escrever é organizar. Especialmente os próprios pensamentos. Acho que daí é que vem a minha (e talvez a sua) necessidade de uma folha em branco. No papel, no Word ou mesmo escrevendo com a voz do silêncio, eu não me falto. Estou presente, falando, ouvindo, decidindo, resolvendo, aconselhando. Enfim, fazendo por mim o que tenho tanto prazer em fazer pelos outros.

O tempo para isso? Nem sempre encontro. Mas quando consigo, é sempre bom.

Refletir é para mim o direito de escrever meu próprio briefing. Não só aquela parte boring de objetivos e metas, mas especialmente aquela que já pensamos ter nascido pronta, mas que, curiosamente, vamos construindo com o tempo. O que defino como problema? Qual é o meu público-alvo? Qual o conteúdo da minha mensagem? Que resultados espero da vida? Pensando assim, parece tão difícil responder. É exatamente por isso que vou tentar.

Cliente: alguém que cabe fácil em um rótulo, mas que prefere ser descrita pelo conteúdo. Afinal, nem os livros gostam de ser julgados pela capa.

Histórico: essa parte costuma ser longa e tediosa, por isso a importância da síntese: uma tímida que apesar de todos os avisos, votos nulos e brancos se meteu a fazer propaganda. Uma pessoa bem diferente daquela que leu o próprio nome na lista de aprovação do vestibular e de muita sorte porque, apesar de todos os erros e tropeços, consegue olhar pra trás e desejar a mesma escolha que fez.

Público-alvo: se pudesse escolher, seria assim: os sábios, os loucos, os simples, os felizes, os que lutam, os que não têm medo de dizer "desculpe", os que falam olhando nos olhos, os que têm o coração aberto, os que têm coragem de dizer a verdade, os que se deixam ser amados, os que sabem gargalhar, os leais, os que não colocam os próprios interesses acima dos direitos dos outros, os que gostam de filmes, os que não vivem sem música, os que gostariam de ter vivido a década de 80, os que têm prazer em ajudar, os que se importam e, os mais importantes: os amigos, as irmãs, os pais, os que serão a nova família e o príncipe (para quem espero voltar sempre).

Foco da mensagem: viver não é simples (é grande) e, às vezes tudo que a gente precisa é perceber o quanto é bonito ser pequeno diante da vida.

Apelo: emoção, porque razão é artigo de fábrica e até os robôs têm.

Tipo de campanha: de incentivo, sempre, sempre que eu puder.

Verba disponível: respondo com uma das frases mais lindas do meu pai: "nós somos ricos, só o que nos falta é capital" :)

Nem de longe é um briefing institucional, mas para começo de conversa, já ajuda. Até porque, as informações mais valiosas não são entregues de bandeja. A gente tem que procurar.

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