sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O céu e a janela
No corre-corre da vida, muita vezes a gente olha mais tempo para dentro do que para fora. Já teve a sensação de passar pelo mesmo lugar um milhão de vezes e não perceber que construíram um prédio, derrubaram uma casa, inauguraram um monumento? Então. Isso explica. O dia em que você percebe que o mundo ao seu redor está diferente, geralmente consegue porque deixou a alma mais leve, esqueceu alguns minutos das contas a pagar, dos planos que ainda não aconteceram, das próprias cobranças interiores e se permitiu olhar em volta buscando o desconhecido.
Às vezes isso acontece em uma fração de segundos, como ontem enquanto eu voltava para casa. Olhei pela janela do carro e vi um céu indiscritível, com nuvens de chuva, raios de sol e cores misturadas que combinavam lilás, azul e laranja. Pensei que certas coisas na natureza nunca serão copiadas. Não importa o quanto a tecnologia avance e o quanto a gente se especialize, nunca pintaremos um céu como aquele. Nem mesmo Paul Cézanne conseguiu, apesar de ter chegado bem perto.
Começo minha sexta-feira pensando que apesar de todos os sonhos e planos (os nossos e os dos clientes), o mundo tem seu próprio tempo e uma sabedoria imensamente maior que a nossa. É bom não ter respostas para isso.
P.S: para tentar ilustrar o céu impressionista de ontem, hoje o post recebe um céu de flores

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