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terça-feira, 14 de abril de 2009

A verdade sobre a mentira  

Há alguns dias, assisti a um documentário no GNT que tinha exatamente o título desse post. Fiquei com o assunto na cabeça me perguntando: "por que as pessoas mentem"? Na vida real existem várias respostas: para preservar a própria imagem; para proteger alguém de quem gostam; para não encarar a realidade; para evitar o caos; para preservar a falsa ordem; para fugir da realidade. O mais estranho é que, na maioria das vezes, mentir significa ir por um caminho bem mais longo e tortuoso do que reconhecer um erro, pedir desculpas e recomeçar. Mesmo assim, 50% dos jovens americanos preferem o caminho mais difícil. No Brasil, se a pesquisa fosse feita no Congresso, 100% seria apenas o começo da escala. O hábito parece começar de forma inocente e evoluir com o tempo. De uma mentirinha básica do tipo: "não fui eu", até um grande golpe digno de CPI, muita coisa vai sendo escondida embaixo do tapete. Não é de se estranhar que a artimanha cresça na mesma proporção que o número de mentirosos, especialmente no nosso País, onde a mentira mais do que perdoada, é recompensada. Políticos que mentem são eleitos; profissionais que sabem omitir os próprios erros constroem uma boa imagem; filhos que falsificam a assinatura dos pais no boletim ganham presentes. A sensação é que, quase sempre, não estamos preparados para a verdade. Então, vencem aqueles que melhor contam a sua versão. Os publicitários fazem parte dessa lista? Às vezes. Os advogados, os jornalistas e os empresários também. Aliás, o documentário mostrava uma empresa especializada em "confirmar" determinados fatos para limpar a barra de mentirosos. De bilhetes de passagens forjados a sites com a programação de congressos, tudo é feito sob encomenda para proteger maridos inteligentes e conservar executivos em seus altos cargos. Quando perguntada sobre a ética por trás de uma empresa como essas, a empresária só disse que, para sua família, ela apenas possui uma empresa de "serviços". É, ela aprendeu o conceito direitinho. Quanto a mim, prefiro a versão "careta". Muito complicado traçar estratégias de marketing, analisar as margens de erro, fazer lobby, confabular, confundir o inimigo. Ainda que as pessoas que façam isso cresçam mais rápido e entrem para a história, escolho não ser a maçã podre. Isso também dá trabalho, é verdade, mas, para mim, o crime não compensa.

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