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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Toda forma de poder  



Ainda na faculdade, lembro de um "profeta" anunciar que estávamos entrando na "Era dos clientes". Um tempo no qual eles seriam reis e rainhas de suas vontades e as empresas, súditos com o dever de encantá-los. Essa era chegou rápido demais. Olho para as empresas e, até para o meu comportamento enquanto consumidora, e penso que esses reis e rainhas entenderam direitinho o recado. Arrisco dizer que não precisariam ter entendido tão ao pé da letra. Independente do tamanho da empresa ou do valor da compra, muitas vezes, as pessoas não enxergam que estão comprando apenas o produto ou serviço: agem como se comprassem também a pessoa que os oferece. Não falo apenas do imediatismo, da ideia de que basta decidir o que querem para esperar que fique pronto "para ontem", mas da falta de gentileza, de coerência e até mesmo de respeito com que tratam quem está do outro lado do balcão ou do telefone. Sei que o papel de consumidor também não é fácil, que existem atendentes mal informados, mal educados e sem o mínimo de boa vontade. Mas, na mesma medida, também existem os clientes mimados, desorganizados e donos da verdade. Aqueles que não entendem as pessoas como seres humanos e sim como serviçais. Aqueles que não se esforçam para entender ou explicar, preferem levantar a voz. Aqueles que não se lembram que é preciso saber o que querem para que o outro possa ajudá-los a realizar o seu desejo. Aqueles que esquecem que finais de semana, feriados, Natais e outras comemorações também existem para os simples mortais. O fato é que vivemos em um tempo de grandes extremos e o reflexo de uma vida de falta e excessos cobra seu preço. Penso que todos temos o direito de cobrar, de exigir nossos direitos, de receber o que compramos, nos termos do acordo que foi feito, mas que, mesmo diante de uma surpresa ou de um simples "não" é possível manter a elegância. Não me lembro de nada em minha vida que eu tenha conquistado aos gritos, ao contrário, e fico horrorizada com esse perfil de pessoas que desfilam jóias caras e comportamento barato. Torço para que esse cenário de quase disputa - de quem está certo ou errado - dê lugar ao diágolo e ao profissionalismo. Para que empresas tenhma mais organização para entregar o que prometem, mas também tenham pulso para colocar na linha os clientes que ultrapassam a barreira do bom senso. Do contrário, em maior ou menor grau, sempre nos sentiremos como bobos da corte, dançando ao ritmo de vontades vãs e caprichos impossíveis de serem realizados. Pronto, falei.

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