quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rituais
Muitas marcas são como as mulheres: não chegam aos trinta sem pelo menos uma crise de identidade. Mais do que mudar o shape, fazer uma lipo ou turbinar a comunicação, elas levam para o divã uma pergunta: como se diferenciar em um mundo de consumidores tão parecidos? Ser diferente para uma grande massa de iguais, é possível? Em sua coluna na revista "Vida Simples", o especialista em Marketing de Varejo, Luiz Alberto Marinho não traz a resposta, mas aponta um caminho. Segundo ele, um estudo realizado pela agência DDB mundial mostra que até nos rituais os seres humanos são parecidos. Ao redor dos quatro cantos da Terra, existem pelo menos cinco deles que compartilhamos. O primeiro é o de "preparação para batalha" e começa logo cedo com o hábito de escovar os dentes, tomar o café da manhã, ler o jornal, levar os filhos no colégio, enfim, organizar a própria rotina. O segundo é o da "alimentação", um momento especial do dia quando buscamos tranquilidade ou pelo menos uma trégua do corre-corre. O terceiro é o da "atração sexual" que diz que realizamos várias tarefas com a intenção de nos tornarmos mais atraentes para o sexo oposto (ou para o mesmo, ou para os dois, tempos modernos). "A volta à base" é o próximo passo e os estudos mostram que, em qualquer lugar do planeta, haverá sempre alguém que, ao entrar em casa, tira os sapatos, liga a TV e põe o pijama como prêmio por sobreviver a um dia difícil. O último ritual é o de "proteção ao futuro", quando antecipamos tarefas e tomamos providências para o dia seguinte. Pode ser deixar as malas prontas para a viagem, arrumar o uniforme do trabalho, corrigir o dever dos filhos, apagar as luzes, tirar o lixo para fora ou ler um livro. O importante é a sensação de dever cumprido. Em síntese, o artigo encara essas semelhanças como algo positivo, já que a partir de hábitos comuns, as marcas podem estar presentes na vida das pessoas tornando esses rituais mais agradáveis. Quem sabe assim, elas consigam nos fazer sentir mais importantes. Mesmo que não sejamos muito diferentes.
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