terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Jogos da vida
O ser humano gosta de jogar. Todos os tipos de jogos. A gente descobre isso ainda criança com o vídeo game, o "Imagem e Ação" e o "Banco Imobiliário" e depois leva o hábito para a vida. Atire o primeiro "Atari" quem nunca fingiu que não estava a fim de alguém esperando que ele(a) desse o primeiro passo. Sim, os jogos românticos podem ser bem divertidos (apesar de perigosos). Nós também jogamos com a sorte, seja para concorrer aos milhões da MegaSena ou para vencer uma discussão sem argumento. Jogamos com o tempo, na vaga ilusão de retardar a morte. Jogamos contra nós mesmos, desafiando nossos medos e limites. Jogamos ao contradizer a nossa real vontade, só para não parecer frágeis ou óbvios. Certo ou errado, bom ou ruim, nós jogamos sempre. Alguns sem a intenção de ganhar, apenas para competir. Outros, com uma grande cobrança interior, buscando superar um desafio que não existe. Pensei nisso hoje porque o assunto na agência foi o "Campeonato Digital de Vídeogame" organizado pela turma dos parrudos, cabeças e figuras (desculpa aí gente, a inspiração veio do BBB). Entre uma promessa e outra dos adversários de que fariam dos outros "patos", fiquei pensando no quanto também sou competitiva. Não digo que jogo apenas para ganhar porque as batalhas que perdi me ensinaram mais do que as vitórias. Mas, se eu pudesse, com certeza ganharia todo e qualquer par ou ímpar. Lembrei de uma frase que meu amigo Neto comentou em uma conversa outro dia e, de novo, pensei no quanto ainda preciso evoluir. Entre ser feliz e ter razão, muitas vezes ainda me pego querendo a segunda coisa. E não me orgulho disso. Uma estrela de cinema uma vez disse que "é solitário estar certo". Essa frase sempre fez sentido para mim e desde que entendi, venho tentando fazer com que seja diferente. Digo isso porque, a cada dia, tenho aprendido o quanto vencer é bom, mas, exatamente por isso, uma grande armadilha. Deus me livre da arrogância dos que não têm dúvidas. Deus me livre da certeza vã de que a nossa vontade é mais importante do que a vontade do outro. Deus me livre de julgar escolhas diferentes das minhas. E, se possível, Deus me livre de perder por falta de vontade, amor e conteúdo. Para conseguir essa benção, sou até capaz de ganhar de você no futebol, Wlad.
ai vida... nesse jogo as regras mudam todo santo dia (rs). Bem que poderia ser como no Jogo da Vida, onde, independente da incerteza dos dados e das casas a avançar, tudo acabava bem. Acho que acreditar nesse "happy end" é o que faz a gente continuar apostanto que toda essa loucura vale a pena. E vale mesmo.
Thi.