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segunda-feira, 1 de março de 2010

A minha indignação é uma pessoa  


A fulana aí em cima, leia-se Paris Hilton, tem o profundo poder de me irritar. E o pior: dei esse poder a ela. Mesmo estando a milhares de quilômetros de sua figura deprimente, o "não ser" dessa criatura me atinge. Está errado, eu sei. Julgar não é bonito, tão pouco produtivo, mas permita-me um desabafo, sem pretensão nenhuma de que faça sentido:


1) Paris inaugurou uma nova categoria de loirice: a de loiras que jamais poderiam ser morenas. Digo isso com todo respeito às loiras que conheço, porque sei que são inteligentes, sedutoras e sabem se divertir, independente da cor do cabelo. Já Paris, teve a sorte de nascer em um país onde ter as madeixas da cor do sol não é diferencial algum, aliás é quase um "acessório de fábrica". Mesmo assim, arrasta na lama o nome de todas as mulheres que constroem o imaginário masculino a partir desse traço do DNA e se auto-define como a Marilyn Monroe do século 21. Ok. Hunf! Que eu saiba, ao contrário da Marilyn, ela não foi amada por nenhum presidente, no máximo teve em comum com ela uma mãe alcóolatra. Aliás, essa falha grave nos cronomossomos também a impediria de ser morena, afinal, apesar desse clube não ser nada seleto, a grande maioria da população mundial que o compõe tem um traço hereditário que ela desconhece: dignidade. Sim, porque é preciso ser muito digna para conviver com a ideia de que os homens amam as loiras e casam com as morenas, sem deprimir ou enfiar a cabeça num pote de água oxigenada.

2) Ela é a pior garota propaganda que conheço: ao contrário da Gisele, Paris não consegue vender nem a própria marca de perfume. Arrisco dizer que não venderia um mísero copo d'água para alguém morrendo de sede. Falta argumento é verdade, mas, infelizmente, faltam também beleza e carisma, qualidades que costumam ser utilizadas como compensação diante da ausência de conteúdo.

3) Ela fica horrível com as marcas mais maravilhosas do planeta: a maioria das mulheres passa a vida sonhando com um Louboutin e se contentaria com o modelo mais simples, como um scarpin daqueles que mostram só as covinhas dos dedos. Não bastasse o despudor de banalizar o sagrado solado vermelho desse sapato caríssimo, ela blasfema sobre a elegância imortal de Chanel, a sensualidade precisa de Tom Ford e a feminilidade clássica de Valentino. Ok, sua estúpida, mas não ouse enlamear a reputação ecologicamente correta de Stella McCartney! A ausência de peles e os tons naturais, definitivamente, não combinam com você!

4) Ela transforma cãozinhos em chaveiro: pior do que apertar e sufocar os bichinhos porque eles não têm voz para dizer: "sai pra lá, filhote de cruz credo!", ela age como se os amasse e, em seu egoísmo, pendura os animaizinhos em bolsas bregas de grife. Dupla condenação: sufocar um ser vivo embaixo do braço e escolher o pior modelo já fabricado na história da Louis Vuitton!

5) Ela não entende que existe um linha tênue entre sensualidade e vulgaridade: de quatro em um anúncio de revista ou com um sorriso à base de tequila, ela é a tradução literal da expressão "vergonha alheia". Não sou loira, nem rica, nem americana, muito menos namorada de um playboy milionário e, mesmo assim, veja você, a cada aparição dessa "moça" na mídia, questiono a beleza e a poesia de ser mulher. E olha que não faço isso nem em um dia de TPM no máximo. Com certeza, ainda existe muito que eu poderia dizer sobre a Paris. Não seria nada difícil e, exatamente por isso, tomei duas decisões: 1)este post será breve porque, esse é o máximo de espaço que uma pessoa tão nefasta merece;2) vou escrever um post positivo com o tema: "Por que Paris Hilton merece ser amada". Isso sim será um desafio fabuloso!

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