sexta-feira, 23 de abril de 2010
60 minutos
Pra onde você vai quando não tem que ir pra lugar algum? Quem (ou o que) ganha, de presente, os pequenos vazios do seu tempo? Pra quem você não é obrigação e sim prazer? Minha lista tem coisas importantes, mas também tem coisas muito bobas. A sua também deve ter. Ok, porque como dizem, esperto de quem é bobo. E bobo de quem se achar esperto nessa vida. Tão imprecisa e complexa que a gente precisa sim, buscar abrigo no que é simples pra sobreviver. E eu busco. Um chão geladinho pra pisar. Uma revista, ainda guardada no plástico, pra chamar de minha. Uma cama cheia de travesseiros e edredon fofinho. Banho frio pra esfriar cabeça quente. Música que me entende. Programas de TV que não têm a pretensão de ensinar (preferem entender). Comédias que não precisam do B.G não pra fazer a gente rir. Besteiras escondidas na geladeira. Endereços preferidos na internet. Desfile que mostra muito mais do que moda. Gente que sabe gargalhar. Filme sem final feliz. Coisas perdidas na gaveta. Máscaras pra passar no rosto. Desenho animado pra crianças com mais 20. Salgadinho mexicano. Loja de departamento. Sessão de frutas do supermercado. Riozinho com água limpa (e, de preferência sem farofa). Toalha felpuda. Meia branca em dia frio. Cartas antigas. CDs arranhados (esse é o preço por serem os preferidos). Família que disputa pra ver quem fala primeiro. Camiseta velha. Distância do telefone. Pena que isso não cabe todos os dias na vida da gente. Mas em tento. Pelo menos 60 minutos.
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