Meu blog mudou.

Visite meu novo endereço http://www.redatoraquandoescreve.com.br e atualize seus favoritos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Monopólio  


Desde que descobri que estou grávida, há cinco meses atrás, os assuntos por aqui parecem girar em torno do mesmo tema. Tanto que já me perguntei se isso é bom, ou natural e se vai ser sempre assim. Peço desculpas a você que me lê pela ausência frenquente e pela repetição do tema. Tudo o que posso dizer é que, por hora, essa também sou eu. Estou no meio do caminho. Andando devagar por uma ponte que separa a garota que mal podia cuidar de uma samambaia daquela que é uma "quase mãe". Não existe fase na vida que se pareça com essa. Pelo menos para mim, até aqui, ainda não existiu. A sensação é de um certo esvaziamento, como se restasse pouco a pensar e dizer, diante do mundo totalmente novo que se abre para mim. É como se alguém apertasse o pause e você quisesse avançar, mas a sua vontade já não fosse o bastante. A vida fica um tanto suspensa. A lista de coisas a fazer é inversamente proporcional à sua certeza de que existe tempo e tranquilidade para isso. As pessoas perguntam se o enxoval está pronto, de que cor será o quartinho do bebê, se já pensei como será a licença maternidade, quem vai ser a babá, quanto tempo vou ficar longe do trabalho e tudo que eu sei é que ainda não sei dessas coisas. É estranho como todo mundo se apressa em querer as suas respostas, quando você ainda nem se deu conta das próprias perguntas. Mas tenho descoberto que a maternidade também é isso: um exercício de descobrir uma coisa nova todos os dias. [Com sorte, uma coisa de cada vez]. Um monópolio de atenção e de sentimentos que parecem convergir sempre para o mesmo ponto: a ansiedade da espera e a incerteza de que pessoa você será ao acordar da anestesia e ver uma coisinha pequena olhando para você. Ela será sua para sempre e isso não tem precedentes. É verdade o que dizem sobre as noites mal dormidas. O bebê ainda nem nasceu e já acordo várias vezes à noite pensando na vida que ele terá. E em quem serei depois dele. Tenho a impressão de que serei a mesma, em uma versão menos egoísta e mais descabelada. Faltam quatro meses para descobrir e uma vida inteira para me acostumar. Mas quer saber? Quando alguém chama o meu filho pelo nome, quando ele se mexe ao ouvir a voz do pai, quando vejo o quarto vazio e imagino um garotinho bagunçando tudo o que a gente quer arrumar, tenho certeza: a maternidade é mesmo um mistério delicioso de desvendar. E se você tiver paciência, será super bem vindo(a) nessa aventura junto comigo.

What next?

You can also bookmark this post using your favorite bookmarking service:

Related Posts by Categories



1 comentários: to “ Monopólio


  •  

    Tia...que lindo!!!

    Eu leio seus posts, e fico imaginando tudo isso...E mais, imaginado o Miguel (meu lindo primo), correndo de um lado p/ outro, pronunciando as primeiras palavras,te chamando de mamãe.
    Fico tão feliz por vc...
    E sabe de uma coisa, curta todos os momentos, a cada dia, cada centímetro que sua barriga aumenta, cada chute, os preparativos...Não apresse nada mesmo, pois os seus dias descabelados estçao chegando hauhauhauhuh brincadeira...Sei que irá lidar com tudo isso como tudo em sua vida...muita classe, dedicação e chiquérrimaaaaaa.Beijinhos.