sexta-feira, 18 de março de 2011
A razão do meu afeto
Na última vez em que passei por aqui a gente ainda não tinha sido formalmente apresentados. Eu não conhecia seu rosto, seus pezinhos de pão queijo e nem entendia como um sorriso sem dentes pode ser maravilhoso. Mas eu sabia quando você dormia, que acordava comigo todas as manhãs com o som do despertador e que precisava de espaço para espalhar os braços. É assim até hoje, filho. Por enquanto é pouco, eu sei, mas agora que você está crescendo do lado de fora da barriga a gente vai ter tempo para saber mais coisas um do outro. Enquanto isso, sua mãe pretende reaprender um tudo, porque, depois de você, muito do que eu sabia perdeu o sentido. Você é maior do que isso, sabe? Mesmo que ainda tenha menos de sessenta centímetros.

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