terça-feira, 12 de abril de 2011
O eu que eu sou
Olho para minhas fotos antigas e custo a me reconhecer. Não falo do corte do cabelo ou dos "créditos" após a maternidade, mas do olhar e das emoções que eu guardava em cada momento. Penso e concluo que minha vida sempre foi boa e feliz, mas havia espaços em branco. Momentos de ócio e de silêncio. Direitos como o de passar um domingo inteiro de pijama e poucos deveres, a não ser aqueles que eu mesma me impunha. Pergunto para mim se a situação se inverteu, se hoje ou deveres têm prioridade. A resposta é não. Não sinto o peso de nada porque me permito muito e me realizo a cada escolha. O que muda é a sensação diante de cada fato novo. Em outras palavras, aquela das fotos ainda sou eu, mas olhando para uma pessoa diferente: essa que sou hoje. Alguém que não é casa vazia e sim, morada para dois. Para dois e para mim mesma. Parte de um clube que eu mesma fundei. Um clube de três que vai descobrindo os limites e as possibilidades do mundo sem ler o manual de intruções e convida pessoas queridas para vir junto. Quero pensar que trago comigo aquela de antes, mas que sou hoje uma versão melhorada. Um tipo de eu 3.0 que realiza mais do que sonha, que tem mais esperança do que incenterzas, mais energia do que sono, mais entusiasmo do que calmaria. Pode ser que amanhã essas sensações sejam diferente mas, hoje, este é o meu auto-retrato: eu sou eu. E isso significa ser alguém que tem vontade de ser muito mais.

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