Meu blog mudou.

Visite meu novo endereço http://www.redatoraquandoescreve.com.br e atualize seus favoritos.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Lula e o livro  

Sem entender bulhufas de política e sem a mínima pretensão de ofuscar a glória do Obama, descobri que estava tentando ser Presidente. Explico. Ou melhor, tento.

A faculdade não foi pra mim esse mundo de glória que tantos dizem. Longe, muito longe de ser a melhor fase na minha vida. Mas, entre as tantas coisas boas que me trouxe, veio uma certeza: a de que preciso alertar os desavisados sobre os mitos e verdades do fantástico mundo da propaganda. Resumindo, preciso escrever um livro. Pelo menos um, para que a minha consciência (e a minha família) tenha paz. Não, a meta não é virar best seller, entrar para o Guiness, nem receber o Prêmio Nobel. Apenas mostrar as coisas do ponto de vista de alguém de perto, que fala português sem tradução, sobrevive a verba e às dificuldades do nosso mercado, ajudou a catequizar alguns clientes, viu muita coisa mudar para melhor e, finalmente, mesmo não cabendo nos estereótipos vigentes, encontrou o seu lugar. Parece pretencioso dito assim, mas desde que um professor acendeu uma vela na aula de Administração e que me disseram que Produção Gráfica era pintar com tinta guache, percebi que alguém devia fazer alguma coisa para mostrar que a nossa profissão não é tão rasa assim.

Desejos quixotescos à parte, o que o Lula tem com isso? Muito. Assim como o nosso afável Presidente, um belo dia percebi o tamanho da minha ambição. Todos sabem que ele não passou por cargo público nenhum antes de lançar seu nome para o mais alto posto da República. Além de líder dos sindicalistas do ABC, não foi vereador, deputado, senador, nem síndico de prédio. Mesmo assim, dedicou sua vida a um imenso vôo sem escalas. O resultado, além de muito material para as crônicas do Alexandre Garcia e para as gracinhas do Arnaldo Jabour, foram várias derrotas e, ao final delas, uma vitória que hoje deixa um gosto amargo na boca.

Pensando nisso e mordendo a língua, um dia caiu a ficha: como alguém que nunca escreveu uma folha no diário pode se meter a escrever um livro? De onde viriam as palavras? Eu teria o que dizer? E se tivesse, eu teria "experiência literária" bastante para curtir minha própria obra? (Risos). Concluí que não. Que era um imenso atrevimento da minha parte pensar que um livro nasce assim, sem o mínimo de tentativa e erro, sem os quais, a maioria das conquistas não vale a pena. E que se eu mantivesse esse objetivo sem partir de algum lugar correria o risco de ter os meus bisnetos na fila de autógrafos.

Foi então que decidi: preciso começar com um compromisso. Uma rotina simples que me permita experimentar visões diferentes, de preferência sem torrar a verba do contribuinte. Diário não, né? E, por associação, também franzi o nariz para a idéia do blog. Fiz cara feia mesmo porque apesar de maravilhosa, a net tem muito lixo e não queria ver meus ideais tão honestos boiando no meio de tanta merda. Pensei e relutei bastante, até me lembrar de outra verdade: publicitário não pode se dar ao luxo de ter pré-conceitos. O fato de até os cachorrinhos de madame terem seus endereços eletrônicos (provavelmente velhos porque começaram bem antes de mim), não poderia me impedir de encontrar meu jeito de escrever.

Sem pensar muito no nome e com paciência zero para descobrir as ferramentas, é, estou aqui. Juro que se a grande idéia surgir com a sua ajuda, coloco seu nome na página de agradecimentos. Se brincar, faço até discurso. : )

What next?

You can also bookmark this post using your favorite bookmarking service:

Related Posts by Categories



0 comentários: to “ O Lula e o livro